Vídeo mostra pânico de funcionária de lotérica
25 de fevereiro de 2010
BOLÃO DA DISCÓRDIA
Zero Hora

Minutos de desespero de uma funcionária à procura do volante de um bolão da Mega Sena no último sábado estão registrados no circuito interno de vigilância da Lotérica Esquina da Sorte, em Novo Hamburgo.
Ovídeo, entregue ontem à Polícia Civil pelo dono da lotérica, José Paulo Abend, seria a prova de que o episódio do jogo não registrado teria sido uma falha humana.
Com base nas imagens de Diane Samar da Silva, 21 anos, vasculhando a mesa e o caixa em busca dos comprovantes é que o advogado Cláudio Rodrigues Neto pretende pedir hoje o arquivamento do inquérito policial.
– Está evidente que foi um descuido humano, um azar – expõe o advogado.
Recuperado de uma crise nervosa, atestada por médico, o proprietário da lotérica envolvida no escândalo do prêmio da Mega Sena se apresentou ontem à Polícia Civil. Diante do delegado Clóvis Nei da Silva, Abend voltou a apontar a funcionária como a responsável pelo erro de não registrar o jogo no sistema.
Com uma cota do bolão adquirida pelo próprio pai, a jovem procurou conferir o resultado da loteria logo após o sorteio, às 20h de sábado. Frente a frente com as dezenas premiadas, ela chegou a vibrar. Queria saber então com quantas pessoas o pai dividiria o prêmio, além das que haviam participado do mesmo bolão.
Ao telefonar para a colega de trabalho para confirmar a notícia ela percebeu que algo de grave havia acontecido: o prêmio estava acumulado, segundo a Caixa. Juntas, elas pediram autorização ao proprietário e abriram a Lotérica por volta das 21h20min, atrás do comprovante do jogo.
O volante, no entanto, tinha ficado esquecido embaixo do caixa onde Diane trabalha diariamente há um ano. Desesperada, a garota chorou. Ela foi a única a não retornar para o trabalho na segunda-feira. Segundo Abend, apesar de ser uma funcionária experiente da casa, a jovem teria esquecido de validar o jogo premiado, assim como outros dois bolões vendidos pela lotérica, somando 120 vendas.
Depois de ouvir o microempresário por uma hora e meia, o delegado quer a comprovação de que outros bolões foram feitos, conforme prometido aos clientes, e afastar de vez a suspeita de estelionato.
leticia.barbieri@zerohora.com.br
LETÍCIA BARBIERI | Vale do Sinos / Casa Zero Hora
Comentários