16 de março de 2010
CASO DA COOPERATIVA
Diante da série de denúncias que envolvem o novo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a oposição já começa a propor que seja aberta uma investigação sobre o petista e a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) no Congresso.
Parlamentares admitem que as chances de instalar uma CPI são mínimas em ano eleitoral. Ainda assim, insistem no discurso de que uma apuração se faz necessária principalmente como forma de desgastar o PT.
– Essas acusações se arrastam desde 2006. Se não conseguimos avanços por outras vias, o caminho correto é a investigação no Congresso – diz o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN).
Em nota, o promotor paulista José Carlos Blat – responsável pelas investigações sobre suposto desvio de dinheiro da Bancoop para campanhas eleitorais do PT – chamou de tentativa de intimidação as reações de dirigentes do PT às investigações do caso Bancoop. “Os ataques pessoais e campanhas difamatórias representam um claro sinal de desrespeito e uma tentativa de intimidação”, diz.
Ontem, o líder do governo na Câmara, Candido Vacarezza (PT-SP), descartou a possibilidade de o PT retirar Vaccari do cargo de tesoureiro. O deputado classificou de “sem pé nem cabeça” as insinuações de que Vaccari – que foi presidente da Bancoop – se afastaria do cargo para evitar danos ao partido. O tesoureiro também é acusado de cobrar propina a empresários interessados em se associar a fundos de empresas estatais.
