Archive for 'Política'

Sacerdote que abençoou Evo é acusado de fazer cocaína na Bolívia

29/07/2010 15h59

Sábio aimara participou de cerimônia em 2006, um dia antes da posse.
Porta-voz do governo negou envolvimento dele com o presidente.

Do G1, com agências internacionais

Um amauta (sábio aimara) que investiu em 2006 o presidente da Bolívia, Evo Morales, como líder espiritual indígena em uma cerimônia andina, foi preso pela polícia antidrogas da Bolívia, acusado de fabricar cocaína líquida, segundo as autoridades.

Valentín Mejillones Acarapi, de 55 anos, foi preso na terça-feira (27) na cidade de El Alto, próximo a La Paz, depois da descoberta de uma fábrica de cocaína em sua casa.

Também foram presos seu filho e um casal de colombianos e foram apreendidos 350 kg de droga.

Mejillones foi identificado nesta quinta como o principal sacerdote indígena que, em 22 de janeiro de 2006, investiu Morales como líder dos povos indígenas, em uma cerimônia em Tiwanaku, um dia antes da posse dele como presidente da Bolívia.

O porta-voz do governo Iván Canelas negou qualquer ligação de Morales com o preso e disse que o caso precisa ser investigado.

Foto de arquivo mostra o então presidente eleito da Bolívia,  Evo Morales, sendo abençoado por Valentin Mejillones em 21 de janeiro de  2006.
Foto de arquivo mostra o então presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, sendo abençoado por Valentin Mejillones em 21 de janeiro de 2006. (Foto: AP)
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“Alerta máximo” entre Venezuela e Colômbia

Sexta-feira, 23/07/2010, 09h59

Ao lado de Diego Maradona, Chávez intensificou a tensão que envolve venezuelanos e colombianos

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou ontem o rompimento de relações diplomáticas entre seu país e a Colômbia e ordenou “alerta máximo” na fronteira. A decisão do líder venezuelano é uma reação às acusações do governo colombiano de que a Venezuela estaria dando abrigo aos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O governo da Colômbia não se pronunciou de imediato sobre o rompimento das relações. No momento do anúncio, o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, encontrava-se em Lima para uma reunião da Comunidade Andina de Nações. No início da noite, o porta-voz presidencial colombiano limitou-se a dizer que a Colômbia “jamais” fará movimentação de tropas e afirmou que, por parte de Bogotá, “sempre haverá fraternidade”.

Em Caracas, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, impôs prazo de 72 horas para que o corpo diplomático colombiano deixe o país. O chanceler disse ainda que Caracas está preparando “outro conjunto de decisões em matérias econômica, aeronáutica e comercial para defender a dignidade do país”.

O rompimento das relações foi anunciado horas depois de o embaixador colombiano na Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Alfonso Hoyos, ter exibido durante reunião da entidade fotos de satélite que mostravam o que qualificou como “acampamentos de verão” de guerrilheiros das Farc em território venezuelano.

Hoyos também pediu que a OEA enviasse uma comissão internacional à Venezuela dentro de 30 dias, para visitar os lugares onde estariam localizados os supostos acampamentos guerrilheiros.

“Não nos resta senão romper completamente as relações diplomáticas com a Colômbia”, anunciou Chávez ao lado do técnico da seleção de futebol da Argentina, Diego Maradona, que está visitando o presidente venezuelano.

Chávez também ordenou alerta máximo das forças venezuelanas na fronteira com a Colômbia e acusou o governo do país vizinho de estar disposto a iniciar um conflito armado. “Vamos esperar que nada mais sério aconteça” até que o presidente colombiano, Alvaro Uribe, deixe seu cargo, em 7 de agosto.

Chávez também chamou Uribe de “mafioso” e “fantoche do império ianque”. Ainda segundo o presidente da Venezuela, Uribe “está doente de ódio porque irá para o lixo da história” quando deixar a presidência colombiana.

“Eu aviso à comunidade internacional: nós não aceitaremos nenhum tipo de agressão nem violações de nossa soberania”, declarou Chávez. “Seria uma tristeza ter de ir a uma guerra com a Colômbia, mas teríamos de ir”, no caso de a Venezuela ser atacada, prosseguiu.

Apesar do rompimento, Chávez deixou aberta a possibilidade de uma “reaproximação” com o próximo governo. Eleito em maio, o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos assumirá a presidência colombiana em 7 de agosto.

“Espero que possamos reunir nossos chanceleres, colocar as coisas às claras em um ambiente de respeito mútuo e quem sabe um dia nos sentarmos com o novo presidente para conversar”, disse ele. (AE)

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Com chuva, Dilma e Lula fazem primeiro comício

17 de julho de 2010

TRUNFO NO PALANQUE

Candidata petista alfinetou vice de Serra e disse que, no poder, vai cumprir legado do atual governo

Líderes petistas cariocas esperavam até 100 mil pessoas no primeiro ato de campanha de Dilma Rousseff (PT) ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O público do evento, até em virtude do mau tempo, ficou bem abaixo do estimado.

O ato, que terminou com um comício na Cinelândia, teve uma passeata de pouco mais de um quilômetro. A ex-ministra participou da caminhada somente nos 400 metros finais. Lula e o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), principal organizador do evento, chegaram apenas para o comício, às 19h20min, quando grande parte do público já tinha ido embora por causa da chuva.

No final de seu discurso, às 20h30min, Dilma se disse feliz por estar no mesmo local onde foi realizado o histórico comício das Diretas, em 1984 – o principal comício, na verdade, foi na Candelária, ponto de partida da caminhada de ontem. Aos cariocas, Dilma prometeu investimentos na cidade e ironizou a escolha do vice de Serra, o deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ), elogiando seu companheiro de chapa, o também deputado Michel Temer (PMDB-SP), a quem classificou de “competente e capaz”.

– Meu vice não caiu do céu, não é improvisado. É competente e capaz – afirmou.

Lula vê manobra para retirá-lo da campanha da ex-ministra

Dilma disse que vai continuar “trilhando o caminho que o presidente Lula ensinou”, ao prometer dar continuidade às ações do atual governo:

– Vou cumprir o legado que Lula nos deixou. Vamos seguir o caminho da transformação e da mudança

Já Lula, tratado como a estrela da festa no Rio, reclamou do que considera um patrulhamento sobre sua atuação em favor da candidata petista.

– Vocês estão acompanhando o que está saindo nos jornais e no noticiário na TV. Há uma premeditação para me tirarem da campanha da companheira Dilma. Eles querem me inibir, querem que eu finja que não conheço a companheira Dilma – disse.

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Alencar segue internado com quadro estável, diz hospital

08 de julho de 2010 18h02

José Alencar deixa o hospital Sírio Libanês em São Paulo Foto:  Levi Bianco/Futura PressJosé Alencar voltou ao hospital Sírio Libanês em São Paulo
Foto: Levi Bianco/Futura Press

O boletim médico divulgado pelo hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, às 17h33 desta quinta-feira, afirma que o vice-presidente José Alencar permanece internado na unidade para tratamento de um quadro hipertensivo. Ele passa por exames e “encontra-se estável do ponto de vista clínico”, diz a nota.

Alencar é acompanhado pela equipe médica de Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff e Paulo Ayroza Galvão. Ele foi internado ontem, após uma crise de hipertensão e, segundo o hospital, deve dar continuidade, também, à quimioterapia.

Alencar luta contra o câncer desde 1997, quando, após um check-up, foi encontrado um tumor no rim direito e outro no estômago, retirados naquele mesmo ano. Em 2000, uma nova cirurgia retirou um tumor na próstata. Depois da remoção de outros nódulos, agora no abdome, Alencar foi diagnosticado com câncer no intestino.

Em janeiro de 2009, ele enfrentou cerca de 17 horas de operação para a retirada de nove tumores na região abdominal. Na mesma cirurgia, os médicos retiraram parte do intestino delgado, outra do intestino grosso e uma porção do ureter, canal que liga o rim à bexiga. Alencar chegou a ficar internado 22 dias após a operação.

Desde então, tem feito tratamento por meio de quimioterapia e os tumores, segundo a equipe médica que o acompanha, apresentaram redução.

Redação Terra

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Alencar internado em SP

8 de julho de 2010


PLANALTO

O vice-presidente da República, José Alencar, foi internado ontem depois de apresentar um quadro hipertensivo.

Ele estava no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde passava por um tratamento de quimioterapia de rotina. A equipe médica decidiu interná-lo “para avaliação mais detalhada e tratamento apropriado”. Alencar está no exercício da Presidência com a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para África.

Há mais de 10 anos Alencar enfrenta um câncer na região abdominal. Nos últimos anos, ele passou por 15 cirurgias.

Por conta do tratamento, o vice-presidente decidiu que não concorreria às eleições em outubro, por considerar uma injustiça com os eleitores.

Alencar retomou as sessões de quimioterapia no em setembro de 2009. Ele disse que os exames haviam mostrado uma redução dos tumores.

Diário Catarinense
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Câmara aprova PEC do piso salarial dos policiais dos Estados

07/07/2010 05:42


O texto aprovado resultou de um acordo entre os aliados do governo e lideranças dos policiais

BRASÍLIA [ ABN NEWS ] – O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, em primeiro turno, a proposta de piso salarial para os policiais dos estados (PECs 446/09 e 300/08). O texto aprovado por todos os 349 deputados presentes é o de uma emenda que resultou de um acordo entre o governo e as lideranças da categoria. A matéria ainda precisa ser analisada em segundo turno, antes de seguir para o Senado.

De acordo com a emenda, uma lei federal definirá o piso salarial dos policiais civis e militares e dos bombeiros dos estados, que passarão a receber na forma de subsídio. A mesma lei criará um fundo para ajudar os estados a cumprir o novo piso, disciplinando o funcionamento do fundo e os recursos a ele destinados. A lei também definirá o prazo de duração desse fundo.

A partir da promulgação da futura emenda constitucional, o Executivo terá 180 dias para enviar o projeto dessa lei ao Congresso.

Equilíbrio – Antes da aprovação da matéria, o presidente da Câmara, Michel Temer, cumprimentou todas as lideranças e os deputados mais atuantes na negociação do texto aprovado. “Do envolvimento desses deputados, resultou o envolvimento de toda a Casa, que conseguiu chegar a um termo final, mostrando como a democracia é um diálogo do qual nasce o equilíbrio”, afirmou.

Para o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), autor da PEC 300/08, a votação foi possível graças à reunião do presidente da Casa com os líderes na qual ficou definido que a PEC seria pautada ainda nesta terça-feira. “Pode não ser o texto dos sonhos, mas se não tivéssemos votado isso não teríamos votado nada”, ponderou Faria de Sá.

Texto negociado – Para o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que negociou o texto aprovado com a categoria, a Câmara deu “um passo em uma grande caminhada”. Segundo ele, “estão de parabéns as lideranças dos policiais e o deputado Arnaldo Faria de Sá, que formulou a ideia geral da proposta”.

A PEC 300/08 previa que os policiais dos estados receberiam os mesmos valores pagos aos do Distrito Federal, mas passou a tramitar apensada à PEC 446/09, do Senado, quando esta chegou à Câmara.

Histórico – A primeira versão da PEC 446/09 foi aprovada em março deste ano e continha um piso provisório de R$ 3,5 mil ou de R$ 7 mil para os menos graduados e o menor posto de oficial, respectivamente.

Entretanto, essa parte do texto e outras que tratavam da criação do fundo apenas com recursos federais precisavam ser votadas separadamente. Esses trechos da PEC foram alvos de destaques do PT.

A partir da apresentação dos destaques, as negociações se estenderam até que os representantes da categoria aceitaram retirar, do texto, os valores provisórios do piso e uma nova redação para o fundo que subsidiará os pagamentos do piso definitivo.

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Sem citar adversária, Serra diz que não é ventríloquo

Plantão | Publicada em 06/07/2010 às 18h27m
Reuters/Brasil Online
Por Fernando Exman

CURITIBA (Reuters) – Sem a companhia do senador paranaense Alvaro Dias (PSBD), que chegou a ser indicado como seu vice, o candidato tucano à Presidência da República, José Serra, iniciou oficialmente a campanha eleitoral nesta terça-feira elevando o tom das críticas à adversária e com promessas na área social.

Sem citar diretamente sua oponente, disse que mantém o mesmo discurso para todo o tipo de público e que não precisa de “cola” de assessores para conceder entrevistas.

“Não sou ventríloquo de marqueteiro nem de partido, nem de comitês, nem de frações, nem de todas aquelas organizações antigas de natureza bolchevique, que do bolchevismo só ficaram com a curtição pelo poder porque utopia não ficou nenhuma”, disparou Serra em discurso a uma plateia de militantes tucanos em um clube de Curitiba.

Escoltado pelo ex-prefeito Beto Richa (PSDB) e candidato a governador do Paraná, Serra afirmou que não é o tipo de pessoa que nega o passado e muda o nome de programas, substituindo realizações por marketing.

“Não somos donos, mas somos portadores da verdade”, acrescentou.

Serra participava de evento sobre assistência social, e lembrou que os governos tucanos implementaram diversas iniciativas na área. Ele recebeu uma carta dos organizadores do evento com propostas para o setor.

O tucano defendeu a ampliação do Bolsa Família, a criação de um sistema único de assistência social e medidas voltadas para a erradicação da pobreza.

“Todo mundo que tiver Bolsa Família vai ter chance de botar seu filho para aprender uma profissão”, afirmou, citando ideias para aumentar a oferta de ensino técnico.

Serra reafirmou que o Bolsa Família uniu os diversos programas sociais iniciados pelo governo Fernando Henrique Cardoso, defendendo o desaparelhamento político e partidário dos órgãos que executam as políticas para esta área.

“Ela (assistência social) foi recentralizada. Não é juízo de valor, mas a centralização é ineficiente”, comentou. “Sem eles (programas sociais da era FHC) não haveria Bolsa Família… As coisas vão evoluindo”.

Em outro compromisso, utilizando-se de sua experiência como ministro da Saúde, prometeu voltar a realizar mutirões na área para reduzir as filas. Propôs a construção de 150 ambulatórios e laboratórios para realização de exames e consultas em diversas especialidades e disse que vai implementar um programa de atenção a mulheres grávidas.

Prometeu ainda reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS) e as parcerias entre o governo e entidades filantrópicas da sociedade civil. “Vamos reacelerar o sistema.”

As propostas se assemelham a iniciativas que implantou como governador em São Paulo e às de Curitiba, implantadas por Beto Richa (PSDB).

Indagado se seu pontapé inicial da campanha foi dado no Paraná para tentar minimizar o impacto negativo da substituição de Alvaro Dias pelo deputado Indio da Costa (DEM-RJ) para a vaga de vice, o candidato afirmou que não tinha “nada a ver”.

Afirmou que Alvaro Dias tirou um período de descanso após o episódio e que ele continuará sendo importante nas urnas e na tribuna do Congresso.

Na região Sul, Serra goza de 50 por cento de intenção de votos, enquanto Dilma, que iniciou nesta terça-feira sua campanha em Porto Alegre (RS), tem 32 por cento, pelo Datafolha.

Ele deu preferência nesse primeiro dia de campanha ao contato com a população. Em uma caminhada, no centro de Curitiba, entrou em lojas e restaurantes, segurou uma criança no colo e cumprimentou potenciais eleitores. Em dado momento, parou no meio de um calçadão e discursou com um megafone.

Durante sua fala, dois homens, no alto de um prédio, gritaram o nome de Dilma Rousseff, causando constrangimento. No entanto, rapidamente a claque que acompanhava Serra começou a bradar o nome do tucano.

UMA CARA, DUAS CARAS

Mais cedo, após realizar caminhada pelo centro da capital paranaense, o tucano criticou a ausência de Dilma em debates.

“Parece que a candidata Dilma não sabe por que quer ser presidente”, afirmou Serra a jornalistas após realizar caminhada pelo centro da capital paranaense.

Dilma não participou de eventos conjuntos com outros candidatos, como na semana passada na Confederação Nacional de Agricultura. Optou por ficar de fora também da edição de domingo do jornal O Globo que perguntava “Por que quero ser presidente do Brasil”. Serra e Marina Silva (PV) participaram.

O candidato do PSDB também criticou a campanha da adversária por ter enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um programa de governo com ideias radicais e depois tê-lo substituído por outra versão. “Temos uma cara: a minha cara”, comparou.

(Edição de Carmen Munari)

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Dilma declara patrimônio de R$ 1 milhão ao registrar candidatura

05/07/2010 12h02

Candidata do PT prevê gastar R$ 157 milhões na campanha.
Vice Michel Temer disse ter patrimônio de R$ 6 milhões.

Robson Bonin Do G1, em Brasília

Dilma Rousseff participa do programa 'Roda Viva' nesta segunda-feira (28)
Dilma Rousseff durante o programa ‘Roda Viva’
na segunda-feira (28) (Foto: Foto: Mônica Alves
/AE)

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, apresentou nesta segunda-feira (5), por volta de 11h30, o pedido de registro de candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PT prevê gastar R$ 157 milhões na campanha e o PMDB, do vice Michel Temer, R$ 30 milhões.

Protocolado oito horas antes de se encerrar o prazo para formalização das candidaturas na Justiça Eleitoral, o documento traz a declaração de bens da petista, que diz possuir cerca de R$ 1 milhão, e de seu vice, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), que declarou patrimônio de cerca de R$ 6 milhões.

Dilma declarou ter uma casa em Porto Alegre, três apartamentos, sendo dois na capital gaúcha e um em Belo Horizonte, um terreno, também em Porto Alegre, além de um automóvel Fiat Tipo avaliado em R$ 30 mil. Ela também informou R$ 46 mil em poupança e R$ 52 mil em joias e obras de arte. Segundo o advogado que protocolou a lista de bens da candidata, o apartamento da capital mineira seria herança.

Os políticos têm até 19h desta segunda para apresentar o pedido de registro ao TSE. Com o protocolo da chapa petista, o processo será entregue à relatoria de um dos ministros do tribunal, que irá analisar os documentos apresentados por Dilma e Temer para decidir se concede ou não o registro de candidatura.

O TSE analisa apenas os registros de candidaturas à Presidência. Os pedidos de candidatos aos demais cargos são encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de cada estado. Para se habilitarem ao pleito de outubro, os concorrentes ao Palácio do Planalto e aos governos estaduais devem apresentar ao TSE e aos TREs a plataforma de governo, a previsão de gastos para a campanha, a certidão criminal e a declaração de bens, assim como a foto que será utilizada na urna eletrônica.

O TSE tem até 5 de agosto para decidir e publicar as decisões sobre todos os pedidos de registro de candidatura recebidos. Caso a solicitação seja negada, o TSE tem até 19 de agosto para julgar eventuais recursos. Uma lista prévia com todos os políticos que solicitaram registro será divulgada no dia 8 julho pela Justiça Eleitoral e os candidatos que não estiverem no levantamento poderão solicitar sua inclusão até o dia 10 do mesmo mês.

Marina
Primeira a pedir o registro para concorrer, a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, declarou um patrimônio de R$ 149,2 mil ao fazer o registro de sua candidatura no TSE na quinta-feira (1º). O vice dela, o empresário Guilherme Leal, declarou possuir R$ 1,19 bilhão – cifra 8 mil vezes superior ao patrimônio declarado de Marina. O PV prevê um gasto de R$ 90 milhões durante a campanha.

Em sua declaração, Marina diz ser dona de uma casa em Rio Branco, no Acre, avaliada em R$ 60 mil, e de seis lotes, que juntos somam uma área de 16.197 m² e valem R$ 42.471. A candidata declarou ainda ter R$ 46.782,88 depositados em conta bancária.

Leal, por sua vez, é dono de vários imóveis em áreas nobres da cidade de São Paulo, ações de empresas, entre elas da Natura, da qual se afastou do comando para concorrer nas eleições, veículos, barco, aplicações em fundos de investimentos e contas correntes no Brasil e no exterior. Ele também declarou ter joias e obras de arte em seu patrimônio.

Serra
O candidato do PSDB, José Serra, ainda não apresentou o pedido de registro ao TSE. O PSDB deve protocolar até 19h os documentos necessários para concorrer nas eleições de outubro.

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