DF: governador em exercício diz que fica enquanto necessário
Foto ilustrativa
24 de fevereiro de 2010 • 12h49
Claudia Andrade
Direto de Brasília
Wilson Lima (PR), governador em exercício do Distrito Federal, deverá ficar no cargo enquanto for necessário, segundo afirmou sua assessoria de imprensa. Isso significa que sua permanência depende, primeiramente, da decisão, na quinta-feira, do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possível soltura do governador afastado José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). Segundo a assessoria, Wilson Lima está disposto, inclusive, a abrir mão de uma eventual candidatura para permanecer no governo, caso necessário.
Arruda está preso por determinação da Justiça suspeito de atrapalhar a investigação do mensalão do DEM – suposto esquema de pagamento de propinas a parlamentares do DF.
A assessoria de Lima divulgou uma nota sobre o encontro de Lima com o secretariada nesta quarta-feira. No encontro, o governador disse que está estudando e tomando ciência das ações mais urgentes e afirmou que as obras e programas sociais não devem sofrer paralisação. Para isso, pediu empenho aos secretários, que eles mantenham suas atividades normalmente. A nota é finalizada com Wilson Lima mais uma vez dizendo que conta com a colaboração de todos.
Renúncia de Octávio
Em nota, divulgada no início da noite de terça-feira, o deputado Wilson Lima (PR) afirma que assume o governo do Distrito Federal com compromisso de assegurar a “normalidade democrática”. Ele assume o cargo após a renúncia do vice-governador Paulo Octávio que estava interinamente na função, depois do titular.
O governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio, renunciou ao cargo na terça-feira, alegando “falta de apoio político”. A leitura da carta da renúncia ocorreu no mesmo dia em que o político pediu desfiliação do DEM, partido que o vice-governador disse ter ajudado a fundar no Distrito Federal.
Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram “regularmente registrados e contabilizados”.
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.
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